Metade das empresas morrem em menos de 4 anos

Maior taxa de fechamento é no primeiro ano

O período considerado na pesquisa foi de quatro anos, mas a época mais crítica é o primeiro ano após a abertura da empresa. Cerca de 22% das empresas não resistem aos primeiros doze meses. Mais 12% das empresas fecham durante o segundo ano; 10% durante o terceiro ano e, finalmente, 8% no quarto ano.

Microempresas são as que mais fecham

A pesquisa apontou que, quanto maior o porte da empresa, maiores as chances de sobrevivência. Entre as microempresas individuais – aquelas que não possuem funcionários contratados – apenas 40% resistiram aos quatro anos iniciais. Já entre as empresas com pelo menos 1 funcionário, essa porcentagem de sobrevivência subiu para 69,1%. As empresas de médio e grande porte, com 10 funcionários ou mais, apresentaram o maior desempenho: mais de 76% das abertas em 2009 ainda estavam em funcionamento em 2013.

Alguns setores apresentam maiores chances de sobrevivência

A pesquisa do IBGE mostrou que empresas de alguns setores específicos tiveram taxa de sobrevivência acima da média. Esses setores foram: saúde humana e serviços sociais, atividades imobiliárias e atividades profissionais, científicas e técnicas.

Além disso, ao longo dos anos, todos os setores estão passando por lentos aumentos na taxa de sobrevivência – ou seja, as taxas ainda são baixas, mas estão melhorando aos poucos. A única exceção a essa regra é o setor de Eletricidade e Gás.

Melhorias no cenário empresarial

Embora a taxa de fechamento de empresas ainda seja muito alta, ela apresentou um decréscimo entre 2012 e 2013. Em 2012, quase 800 mil empresas fecharam as portas; enquanto, em 2013, esse número ficou na casa dos 695 mil. Na prática, o IBGE pode observar um saldo positivo no número de empresas ativas entre esses dois anos.

Empresas que morrem levam empregos junto

Infelizmente, embora o número de empresas que fechou em 2013 tenha apresentado uma redução em relação a 2012, o mesmo não aconteceu com o número de empregos perdidos. As empresas que fecharam levaram junto mais de 520 mil empregos. Desses, 162 mil pertenciam à área do comércio.

Atualmente, a maior parte dos empregos gerados por novas empresas está na área do comércio. Em 2013, as empresas que abriram criaram 268 mil postos de trabalho – mais de 30% do total de postos criados nesse ano por novas empresas. Por outro lado, também é o comércio que representa maior perda de empregos quando as lojas não sobrevivem ao mercado.

Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrem mais

Dentre os estados brasileiros, os que apresentam as maiores taxas de fechamento de empresas estão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nesses estados, a taxa de sobrevivência não ultrapassa a casa dos 79%. Enquanto isso, as empresas do Sul conseguiram atingir 83,4% de sobrevivência. No Sudeste, a taxa foi de 82,4%.

Os dados do IBGE nessa pesquisa não foram muito animadores – nem para os empresários e gestores, nem para os funcionários assalariados. Porém, também não representam uma grande novidade: todos nós sabemos que os primeiros anos de uma empresa definem não apenas sua sobrevivência, mas seu sucesso no futuro.

Por isso, é essencial ter um planejamento e uma estrutura sólidos antes de aceitar o desafio de abrir o seu próprio negócio. Para além desses dois fatores, muito também depende do mercado, da economia nacional e, claro, de certa dose de sorte.

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Fundador e CEO da Vindi, plataforma líder em recorrência e criador do maior evento de empresas SaaS e Assinaturas do país, o “Assinaturas Day”.

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