E-commerce: vale a pena vender no marketplace?

Os marketplaces são “font-weight: 400;”>lojas virtuais similares a um shopping center, onde produtos e serviços de diferentes lojistas e segmentos são oferecidos aos consumidores utilizando a Internet, em troca de uma comissão por venda.

Os itens adquiridos são de responsabilidade dos lojistas parceiros assim como a entrega na maioria dos casos.

Existem diversos modelos de atuação dos marketplaces:

  • Empresas para Empresas (B2B – Business to Business)
  • Empresas para Consumidores (B2C – Business to Consumer)
  • Consumidores para Consumidores (C2C – Consumer to Consumer)
  • Empresas para Governo (B2G – Business to Government)
  • Governo para Cidadão (G2C – Government to Citizen)

Mas, qual é a grande vantagem de estar em um ou mais marketplaces?

Vantagens do Marketplace

A visibilidade proporcionada aos lojistas presentes em um marketplace de grande porte ou de um nicho específico, como Americanas, Submarino, Magazine Luiza, Peixe urbano e etc…é incontestável!

O valor que seria investido em marketing e publicidade para trazer o tráfego que esses players possuem e a visibilidade da quantidade de consumidores que eles já possuem em suas bases de clientes provavelmente deixaria sua empresa no vermelho.

Outro ponto, são as métricas da “loja virtual”, É possível identificar melhores práticas, de onde vem o tráfego, as tendências de mercado e as soluções para problemas que nem imaginamos que podem estar afetando a evolução do seu negócio.

Já para os consumidores, listamos bons motivos para buscar os marketplaces na hora de comprar.

O principal deles é a enorme variedade de produtos numa mesma loja, preços mais competitivos, facilidade para comprar de um ou mais players de uma única vez e realizar uma única transação de pagamento.

Desvantagens do marketplace

Na contra-mão, a concorrência é muito mais acirrada, pois temos uma infinidade de opções e a escolha fica na mão do consumidor final, além das taxas de comissão praticadas que variam de 9,5% a 30% e, dependendo do tamanho do loja, pode ser muito alta a ponto de sacrificar sua pequena margem de lucro.

De qualquer forma é uma fatia de mercado que só cresce, fomenta novos negócios, gera oportunidades e movimenta um volume altíssimo em $$$ no comércio eletrônico, como podemos ver a seguir. 

Marketplaces no Brasil

O estudo do Panorama dos Marketplaces no Brasil, realizado pela Precifica em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), mostrou o aumento de 32,1%, no segundo semestre deste ano, no número de lojistas que passou a comercializar seus produtos em marketplaces, em relação ao primeiro trimestre de 2017.

>> A importância do gateway no e-commerce

Sellers nos marketplaces:

  • Continuam com a mesma quantidade de marketplaces – 68.1%
  • Novos sellers – 21.1%
  • Aumentaram o nº de marketplaces 6.9%
  • Reduziram o nº de marketplaces 3.9%

Categorias com maior nº de sellers:

  • 1º Esporte e Lazer
  • 2º Móveis e Decoração
  • 3º Informática
  • 4º Utilidades Domésticas
  • 5º Automotivo

Categorias com menor nº de sellers:

  • 1º Eletrodomésticos
  • 2º TV e Vídeo
  • 3º Livros
  • 4º Alimentos e Bebidas
  • 5º Dvds e Blu-ray

Categorias que mais crescem:

  • 1º Perfumaria e Cosméticos – 106.7%
  • 2º Alimentos e Bebidas – 57%
  • 3º Ferramentas – 47.2%
  • 4º Moda – 45.7%
  • 5º Papelaria – 45%

A participação dos marketplaces nas ofertas publicadas também teve uma crescente significativa representando 35.4% em junho, comparado com 33.8% em março.

Por fim, chegamos a seguinte conclusão, se bem planejado, vale a pena ser um seller nos marketplaces e navegar nesse mar que só cresce.

Especialista em E-commerce e pagamentos na Vindi. Camilla é pós-graduada em Gestão e Estratégias em Comércio Eletrônico e com mais de 8 anos de experiência na área digital. Já atuou em startups, compras coletivas e empreendeu com o seu próprio e-commerce.