Crise na educação superior: Universidades terão 500 mil alunos a menos até 2018

Segundo cálculos da consultoria Hoper Educação, em 2014, o Brasil teve 2 milhões de novas matrículas, em 2015, houve uma redução de 12 % em relação  ao ano anterior, ou seja, 284 mil alunos a menos no ensino superior. E as estimativas não são nada animadores para estes dois próximos anos – o acesso de novos alunos em faculdades particulares poderá chegar a 20% a menos, ou uma queda de quase 500 mil novos estudantes – incluindo alunos de graduações presenciais e à distância (EAD).

Segundo estimativa do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior, o Estado de São Paulo terá uma queda bastante acentuada, sendo 170 mil alunos a menos em 2015 e 2016.

A redução dos números de vagas concedidas através do Fies, sistema de financiamento estudantil do governo federal, foi o que agravou a situação em 2015, segundo Romário Davel, consultor da Hoper. Mas a situação vai agravar ainda mais com a redução da renda e o aumento do número de desempregados, principalmente de estudantes do ensino privado, que ficam sem a capacidade de arcar com as mensalidades.

No primeiro semestre deste ano, o número de financiamentos pelo Fies foi de 250 mil, em 2014 o ministério ofereceu 311 novos contratos, ano em que ocorreu o auge de ingressantes no ensino superior, o que não vai ocorrer mais.

Número de trancamentos

Segundo Sinopses estatísticas dos Censos da Educação Superior (MEC), de 2011 a 2014, apesar do número de matriculados no ensino superior avançar 16%, chegando a 7,8 milhões, a quantidade de trancamentos no período saltou de 60%, enquanto de alunos diplomados variou apenas 1%.

Os dados consolidados de 2015 ainda não foram apresentados, mas já se espera uma situação pior do que nos outros anos, ocasionada pela crise e pelo peso do desemprego, já que os estudantes passam a ter outras prioridades.

Além dos trancamentos, existe a inadimplência dos alunos. Segundo pesquisa da Serasa Experian, a inadimplência dos alunos com as instituições de nível superior cresceu 16,5% em 2015, em relação ao ano anterior.

Quais cursos estão sendo mais afetados

Segundo Rodrigo Capelato, diretor-Executivo do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior, os cursos mais afetados com a defasagem de novos alunos é Administração, Ciências Contábeis, Engenharia e Comunicação.

Ainda segundo a pesquisa Hoper, o recuo de novos alunos para compensar os alunos que deixam a faculdade (ensino presencial, deve chegar a 7,5% este ano, o que representa um contingente de 3,9 milhões.

Os resultados não são tão piores, devido a possibilidade oferecida pelas universidades aos cursos a distância, que tem refletido um crescimento de 15%, atingindo 1,6 milhão de estudantes matriculados.

Bolsas e descontos nas mensalidades têm sido utilizados como ótimas estratégias para conversar novos alunos a ingressar no ensino superior.

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Fontes: Hoper, MEC

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