Amazon: a empresa que vai engolir o varejo tradicional

Ao terminar de ler uma matéria sobre o novo comercial da Amazon, que provocou um estresse com a prefeitura de São Paulo, eu me deparei com a manchete que dizia algo como: “Amazon faz novos testes para missão de reinventar o supermercado”. O texto é do StarSe e você pode lê-lo Aqui.

O texto vinha acompanhado de um vídeo que mostra qual é a nova ideia da gigante da tecnologia, a Amazon. Pra resumir: o vídeo mostra uma solução que resolve o problema do consumidor com as filas de supermercado. Veja:

Ao ver o vídeo, me ocorreu que, em meados de dezembro do ano passado, alguns dos principais portais de notícia estavam estampados com manchetes como “Amazon revela nova tecnologia que vai extinguir filas em supermercados”.

As notícias começaram assim que a Amazon lançou apresentou a ideia de um supermercado sem checkout. Nele, o consumidor posiciona o celular em um leitor na entrada do supermercado, pega os produtos desejados e sai da loja sem precisar pegar filas e passar por um caixa.

Nesse supermercado, a tecnologia monitora os produtos adquiridos pelo consumidor. Se eles forem adicionados à compra do cliente, são computados em uma espécie de carrinho virtual em tempo real e cobrados automaticamente para a Amazon . Sim, a cobrança é feita usando apenas um celular e um leitor. O recibo é enviado para o cliente após a compra.

Veja o vídeo: 

Todo um conceito de supermercado baseado em tecnologia, automatização de compra e pagamento. O novo modelo (Amazon.Go) estava previsto para ser lançado no início de 2017 e, pelo visto, já tem endereço certo: 2131 7th Ave, Seattle, WA 98121, EUA.

Como esse modelo funciona?

A Amazon explica, em seu site, que esse conceito de supermercado é possível por meio do uso de uma tecnologia que é a mesma usada em carros autodirigidos: visão por computador, fusão de sensores e aprendizagem profunda.

“Nossa Tecnologia Just Walk Out detecta automaticamente quando os produtos são retirados ou devolvidos às prateleiras e mantém o controle deles em um carrinho virtual. Quando você terminar de comprar, você pode simplesmente sair da loja. Pouco depois, cobraremos sua conta da Amazon e enviaremos um recibo.” – trecho retirado do site. 

Eu entenderia se as gigantes do varejo alimentar estivessem testando algo do tipo. Mas, a Amazon…?

Quem é a Amazon? 

Esse foi um questionamento que me ocorreu ao tentar entender o por quê de não ser um Walmart, Pão de Açúcar ou Carrefour a testar um modelo de supermercado que vai evitar filas e levar comodidade ao cliente em sua experiência de compra na loja física e sim a Amazon – uma empresa de tecnologia!

Então, fui pesquisar mais sobre a empresa e encontrei isso aqui:

A Amazon é uma empresa americana de e-commerce e computação na nuvem, fundada em 5 de julho de 1994 por Jeff Bezos, situada em Seattle, Washington. Ela é a gigante do varejo online. Começou como uma livraria on-line, depois vieram as vendas de DVD’s, Blu-rays, CD’s, além de:

  • Streamings de aúdios;
  • Softwares;
  • Jogos de vídeo;
  • Eletrônicos;
  • Vestuários;
  • Móveis;
  • Alimentos;
  • Brinquedos;
  • Jóias.

Não bastasse integrar tudo em uma loja on-line, a Amazon ainda produz itens eletrônicos, como:

  • Kindle;
  • Fire tablets;
  • Fire TV.

Fora isso, a Amazon ainda é a maior provedora de serviços de infraestrutura na nuvem do mundo: IaaS (Infrastructure as a Service) e PaaS (Platform as a Service). Isso sem contar a venda de produtos low-end, como cabos USB sob sua marca in-house AmazonBasics. Eh… eles têm uma marca, vem cá VER!

Outra breve pesquisa me fez chegar a esse dado: 

Em 2015, a Amazon passou o Walmart e tomou o posto de varejista mais valiosa dos Estados Unidos por capitalização de mercado. No terceiro trimestre de 2016, foi eleita a quarta empresa pública mais valiosa.

Por que a Amazon vai engolir o varejo tradicional?

O Amazon Go não é a primeira iniciativa de venda física da empresa. Em 2007 ela iniciou as operações de venda de alimentos frescos com o AmazonFresh – serviço de entrega que, até 2016, funcionava em 16 supermercados dos EUA. Nele, os clientes compram itens frescos pela internet e recebem em casa no mesmo dia.

Em seguida, a empresa abriu centros de coleta onde os clientes iam buscam os produtos comprados pela internet, mas até então eram os itens frescos. Agora, como vimos no primeiro vídeo deste post, a inciativa se estendeu para outros itens e com mais comodidade: o cliente nem sai do carro para pegar – AmazonFresh Pickup.

No Brasil, por enquanto, o máximo de aproximação que temos de um modelo de venda mais cômodo ao cliente é a entrega das compras feitas via apps ou e-commerce. Algumas redes aderiram ao modelo, muitas ainda não.

O negócio é: a Amazon é surreal!!

Tão surreal que aposta em todos os modelos de venda e conquista todos. A pergunta que eu faço é: como ela consegue? A resposta foi o CEO da Vindi que retrucou quando eu disse que escreveria este post: “A Amazon é uma empresa de TECNOLOGIA”.

Logo, qualquer modelo que insista em permanecer sem tecnologia, automatização e, acima de tudo, inovação, vai ser engolida por uma empresa que investe em tecnologia (ou pela Amazon). 😛

 

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Jornalista, entusiasta do universo empreendedor, de negócios e economia. Apaixonada por comunicação digital que enxerga o bom conteúdo como porta de entrada para novas ideias.

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