Adidas lança clube de assinatura para corredores e abre uma nova página

Um dos assuntos que vou levar para o <!–c505218304b50c59c3659f6dda43bae7-links-0–> que vai ocorrer no próximo 12 de maio, é o grande varejo entrando de cabeça no modelo de assinaturas. A gente viu as previsões de Gartner, Forrester e dos nossos próprios eventos como o Assinaturas Day, bater na tecla que toda empresa de software, seria um dia, uma empresa de assinaturas. E isso também vem sinalizando que vai acontecer com o varejo. Olha nossos casos aqui de Whirlpool (assinatura de água) e Sem Parar por exemplo. Já temos a grande indústria fazendo do modelo de assinaturas, sua principal investida para a sobrevivência dos próximos anos.

E que sinal para o varejo, ter a Adidas entrando de cabeça num mercado milionário que é o de corridas e bilionário que é o de assinaturas.

Adidas Avenue A

O clube batizado de Avenue A (ou Avenida “A”) vai custar U$150 por mês. E iniciou operação somente nos Estados Unidos, por enquanto. A entrega será trimestral, inaugurando um novo formato de entrega para produtos de assinatura. Na caixa, tênis de edições limitadas, meias e acessórios, farão dos amantes da corrida, assinantes felizes. Pelo menos essa é a proposta da Adidas com esse lançamento. A caixa ainda vem com a curadoria de personal trainers famosos e celebridades. Inicialmente o foco serão mulheres.

Varejistas como o Walmart por exemplo, já tentaram criar serviços por assinatura e não conseguiram levar adiante por conta do formato do próprio serviço. O Goodies.co, aposta do gigante varejista, não foi levada adiante por conta de custo de logística x preço da assinatura, segundos os executivos da empresa.

Mas qual o sinal que tive em receber essa notícia de uma marca como a Adidas formatar um serviço de assinatura, trimestral (acertando o produto) e sair na frente de caras como Nike e Under Armour?

Vem coisa boa por aí.

A economia da recorrência não é só cobrança recorrente

Teremos um fórum exclusivo no Vtex Day para falar sobre “a economia da recorrência”. E vou levar com certeza esse case da Adidas, mas entre outros, nos quais terei que ilustrar que essa nova economia não significa simplesmente “assinaturas”. E reforçar que a recorrência na compra de um produto ou de um serviço não significa ter que assinar esse negócio.

Olhe por exemplo o caso da solução Dash, da Amazon. Apesar de não ser um serviço de assinatura, possibilita de forma genial a compra recorrente. Explico rapidamente: o dispositivo da Amazon permite você comprar um produto rapidamente ser ter que ir ao checkout da loja. Basta apertar o botão. Essa mecânica faz dessa solução uma poderosa arma para varejistas que queiram entrar de cabeça na “economia da recorrência”.

amazon-dash
Fonte: Reprodução Amazon Dash

O serviço Avenue A da Adidas é de longe um sucesso, já que precisa ainda provar a manutenção e crescimento do negócio nesse modelo de assinaturas, mas é de fato, um sinal que o varejo inteiro precisa olhar. Especialmente para esses exemplos de Amazon, Whirlpool, Sem Parar e a própria Adidas.

O mercado americano saltou de 200 clubes de assinaturas em 2011 para 2000 clubes em 2015. Enquanto que aqui no Brasil, existam em torno de algo de 200 clubes (fonte: Sitedeassinatura.com).

Vale acompanhar de perto esse case.

Fique atento no Vtexday.

 

Sobre o autor

Rodrigo Dantas
Fundador e CEO da Vindi, plataforma líder em recorrência e criador do maior evento de empresas SaaS e Assinaturas do país, o “Assinaturas Day”.