4 Empresas de recorrência são cotadas à bolsa em 2018

O Investor Place fez uma lista com 10 empresas que possivelmente entrarão para a bolsa em 2018 e quatro atuam exclusivamente no modelo de venda recorrente, que lá fora é um modelo de mercado consolidado e aqui está em ritmo de expansão acelerado.

Antes de falar quais são as empresas cotadas à abertura de capital para o próximo ano, vale ressaltar o que leva uma empresa a fazer uma IPO e qual é o momento delas ao fazê-la.

Abertura de capital

Diversos motivos levam uma empresa a fazer uma IPO (Initial Public Offering) ou Oferta Pública Inicial. Quando a fazem, significa que um percentual das ações serão vendidas na bolsa de valores para receberem investimentos. Ou seja, o objetivo maior é a captação de recursos

Além de ser uma fonte atrativa de financiamento, a abertura de capital permite que a empresa diversifique seus investimentos e patrimônios, obtenha maior visibilidade no mercado, adquira novos ativos sem utilizar os recursos em caixa e diversos outros benefícios que conferem à empresa maior representatividade.

Entretanto, contudo e todavia (desculpe a repetição exacerbada) não é toda empresa que abre capital, ela precisa ter um impacto mínimo no mercado para que as ações causem algum interesse em investidores. Portanto, em geral fazer uma IPO é para quem vem apresentando números relevantes de crescimento. 

Por que eu estou explicando tudo isso?

Só para esboçar o quão significativo é o patamar que as empresas de recorrência estão atingindo – e esse, com certeza, é só o início visto o movimento que o mercado tem feito para esse modelo. Mas, vamos ao que interessa

4 empresas de recorrência cotadas à bolsa em 2018

Spotify

A gigante das plataformas de música vem obtendo resultados que expõem, sem dúvida alguma, o crescimento e posicionamento do Spotify no mercado. Da última vez em que se teve no notícias, a plataforma atingia a marca dos 140 milhões de usuários.

Não só o número de assinantes o coloca na lista dos cotados à IPO, mas também os ganhos  de receita que até 2016 tinham obtido crescimento de 52% – o que configura o ganho de U$ 3,27 bilhões com venda recorrente.

Dropbox

Dropbox é o serviço de armazenamento ‘cloud computing’, (na nuvem) que é ‘concorrente’ do Google Drive apesar de não oferecer as mesmas features.

De acordo com o Investor Place, a empresa vem sendo especulada para abertura da capital já há um tempo, mas vem preparando seu time e aumentando seu escopo de ofertas para potencializar ainda mais seus serviços e estar preparada para a venda de ações.

BarkBox

O clube de assinaturas para cães é a outra aposta da bolsa para 2018. A empresa entrega mensalmente uma caixa com produtos específicos para cães na casa dos assinantes – como os serviços que a gente já tem aqui no Brasil.

Neste ano, a empresa deve fechar com U$ 150 milhões em receitas e desde o seu lançamento, em 2012, já entregou mais de 50 milhões de caixas. Hoje, a empresa tem cerca de 500 mil assinantes.

A abertura de capital de um clube de assinaturas só consolida ainda mais o modelo de venda recorrente.

Zuora

A Zuora fundada e atualmente comandada por Tien Tzuo, que é ex funcionário da Salesforce, é líder no mercado norte-americano de sistemas para gestão de assinaturas e no passado teve uma receita próxima aos U$ 100 milhões.

A empresa já tem um forte grupo de investidores, o que inclui o CEO da própria Salesforce, e sua entrada na bolsa só ratifica a consolidação da recorrência no mercado norte-americano – o que deve acontecer no Brasil nos próximos anos dada a expansão de interesse do público e as vantagens do modelo de venda recorrente.

Um SaaS, um streaming de música, um clube de assinaturas e uma plataforma de gestão. Quatro mercado diferentes, com nichos diferentes e com uma única semelhança: todas vendem no modelo recorrente.

Mais do que um movimento de mudança, a venda recorrente tem transformado pequenas empresas em negócios que escalam, faturam e entram na ‘briga’ com outras gigantes do mercado.

Fonte: Investor Place

Jornalista que passou por redações de entretenimento, varejo e economia, mas acabou se apaixonando por marketing digital e hoje atua em suas principais vertentes.

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